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Myths' Valley
Retrato de Dona Zefa

Moradores · Candomblé

Dona Zefa

Benzedeira e erveira; dona do chão que era da mãe, o primeiro depois da cerca do viajante; apresenta as três fés

Idade
Idosa (“tô velha pra subir na serra”); passou dos setenta segundo o Pedro
Onde encontrar
No vale 3D, a Casa de taipa de manhã e à noite e o poço da praça à tarde; no 2D, no terreiro da casa que era da mãe, e de tarde no poço

Quem é

Zefa benze quebranto, faz chá para quem tem febre e apara menino que resolve nascer de madrugada. Cuida do chão que era da mãe — o primeiro depois da cerca do viajante, por onde passa quem quiser chegar à chapada do Seu Benedito — e não vende: “chão de mãe não se vende, se passa”. Mas troca, e troca, diz ela, é como as coisas funcionam ali: manda o viajante subir a serra atrás de alecrim-do-campo, arruda brava e folha de mamona, que só nascem onde o sol bate de manhã, porque o joelho dela já não chega à metade da picada. Em casa tem oratório, bacia e barril, que é onde o remédio se faz.

Mora com o neto Cosme, que cria desde os sete anos, quando a mãe dele morreu. Sabe do emprego em Salvador antes de ele contar — quem lê carta naquela casa é ela — e decide não segurar o menino: a mãe dela segurou o irmão, e ele morreu ali mesmo, aos sessenta e dois anos, achando que a vida ia começar depois. É do candomblé, vai à missa de manhã e ao terreiro de noite, e não vê contradição nenhuma nisso: “quem inventou que tem foi gente que veio de fora dizer o que a gente é”. No 2D é ela quem mostra ao viajante os três marcos de fé, sem escolher por ele.

Diante do convite sem assinatura é a mais desconfiada do arraial: “quem convida o arraial inteiro e não assina não quer visita, meu filho. Quer gente” — e manda levar sal no bolso, sem explicar. Diz que a ponte caiu porque ninguém pediu licença ao rio quando a levantaram; o pai dela riu, e foi ele que a cheia pegou em setenta e sete. Recebe doce, nunca cana: passa a vida costurando o que a cana desmancha.

Um dia de Dona Zefa

manhãCasa da Zefa
tardePoço
entardecerCasa da Zefa
noiteCasa da Zefa
madrugadaCasa da Zefa

Presentes

Gosta de Cocada, Garapa e Beiju. Não gosta de Cana-de-açúcar.

Missões

  • O patuá da Dona Zefa · 1 passo
  • O que a serra guarda · 4 passos
1 / 1
Arraste para girar · role para aproximar
Dona Zefa · 14.970 triângulos

Modelo do Tripo

Escolha uma animação embaixo da peça. A versão para o navegador preserva o esqueleto e os clipes do modelo de produção.

Malha
14.970 triângulos · Quad / Malha Smart (Smart Mesh), alvo de ~14–15 mil triângulos
Esqueleto
Auto Rig humanoide, esqueleto Mixamo de 65 ossos
Animações
dar tchau, correr, concordar, saudação, andar, parado, olhar ao redor
Voz
Edna · eleven_v3

O que conversa

Chegou o da capital. Tá todo mundo sabendo, não se assuste. Zefa. Eu benzo quebranto, faço chá pra quem tem febre e aparo menino que resolve nascer de madrugada. E cuido desse pedaço de chão aqui, que era da minha mãe.

Dona Zefa

Vender eu não vendo. Chão de mãe não se vende, se passa. Mas eu tô velha pra subir na serra, e tem coisa que só nasce lá em cima. Me traga o que eu preciso pro remédio, e a gente conversa sobre você cuidar desse pedaço.

Dona Zefa

Cria o Cosme desde os sete anos, quando a mãe dele morreu; moram na mesma casa. Ela lê as cartas dele e sabe do emprego em Salvador antes de ele contar.

Quando a Dona Filó adoeceu, a Zefa fez o que sabia; o que faltou veio fiado do armazém — é a origem da dívida de 1.900 réis.

A terra da Zefa fica entre a cerca do viajante e a chapada do Benedito: para chegar à dele é preciso resolver com ela primeiro.

O chão era da mãe; o pai riu da licença ao rio e foi levado pela cheia de setenta e sete; a mãe segurou o irmão, que morreu ali aos sessenta e dois anos.